esquecido na memória
Dezembro 29, 2008

é certo que nos dias de hoje o esquecimento vive de mãos dadas com a onda de informação porque somos assolados.é sangrenta a batalha levada a cabo pela memória de curto e a longo prazo, outrora fiéis companheiros.o esquecimento é hoje a principal arma para enfrentarmos a nossa condição de ser.ser bem sucedido, esquecendo aqueles que espezinhamos pelo caminho?ser feliz, ou viver aprisionado a um coração partido?ser conhecido e esquecer o anonimato que esculpio a nossa essência?ser fiel, esquecendo aquela pequena traição com a bela amiga que conhecemos naquele jantar?ser amigo, esquecendo aquele amigo do qual já nem nos lembramos do primeiro dia que nos conhemos?ser afectuoso quando por vezes já esquecemos o significado dos sentimentos?ser criativo, quando vivemos num mundo em que temos acesso a toda a informação existente?a diferença entre esquecer a chaves em casa e esquecer de pagar a casa está na essência e responsabilidade do nosso ser.mas curta é esta distância.não nos esquecemos daquele momento especial, daquele sentimento, daquele sorriso, daquela olhar.mas será que nos lembramos que os outros também sentem?não nos esquecemos de observar tudo.mas lembramo-nos que tudo nos observa?há algo que nuca nos podemos esquecer…não vivemos sozinhos.
ciclo do tempo
Dezembro 22, 2008

seremos senhores do tempo ou o tempo o nosso mestre.tudo leva o seu tempo mas o tempo também nos leva alguma coisa.não sei se tenho tempo ou falta dele.passo a vida em equações de tempo e espaço, mas tenho a formula sempre errada, será por ainda não ter adicionado o sentimento a esta formula tão complexa.dou por mim vezes sem conta em desespero pelo minuto de atraso do comboio mas a hora de almoço sabe-me sempre a pouco.aquela hora de viagem que me leva a pensar, planear, imaginar e observar tudo para depois em dois dias sentir que por pouco passei.o espaço é uma condicionante do tempo, mas serão uns degraus sufecientes para alterar o meu passeio suave pela calçada numa corrida desenfriada pelo submundo do metro em que o civismo se transforma em conquista.ou o passear na praia numa tarde de verão demorar menos que a corrida para o autocarro no fim de um dia chuvoso de inverno.será a felicidade o acelerador e a tristeza o travão!pena é não ser eu que vá ao volante.
primeira vez
Dezembro 17, 2008
é sempre com curiosidade, apanhados pelo medo e respirando ansiedade, que avançamos.primeira vez.um abrir de olhos.a palavra mãe.o passo que nos leva ao tranbulhão.a dor a solidão.o amor e a desilusão.o tempo entretanto transforma inocência num hábito desajeitado e insensível de viver.hoje quebro a rotina com outra primeira vez.na esperança de não ser a última vez.